Saindo de Springfield é um pouco difícil achar a antiga Rota 66, pois restam apenas alguns trechos da estrada original. Em alguns locais ela foi toda remodelada e transformada em uma Hyghway moderna, com 6 pistas, em outros ela vira uma grande avenida que cruza o centro das cidades menores, como Joplin e Mount Vernon. Cruzando a divisa de estado com Oklahoma fica mais fácil, pois passando por Tulsa e até Oklahoma city ela está em boas condições e o que é mais legal... no traçado original. É bem curioso observar que muitos estabelecimentos que devem ter vivido seu período de ouro quando só existia a rota 66 para cruzar os EUA, hoje ainda sobrevivem mas a decadência é bem visível. De qualquer forma o turismo tem trazido uma forma de ganhar dinheiro para os moradores destas pequenas cidades, que parecem que pararam no tempo.
Quem sou eu
- Felix
- "Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. Amyr Klink.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Memphis, onde morava um tal de Elvis Presley...
Amanheceu nevando em Jackson e até o pessoal daqui diz que está mais frio que o normal. Todos aqui comentam sobre a crise econômica, a falta de empregos e a quantidade de pessoas sem casa pra morar... realmente começo a acreditar que a coisa aqui nos EUA está mais séria do que imaginava...
Peguei a I-40 para o oeste em direção a Memphis pois achei interessante passar lá a conhecer Graceland, a mansão de Elvis Presley.
Existe muita exploração comercial no local... paga para entrar, paga para tirar foto, etc....mas coisa que achei bacana é que após 34 anos de sua morte, tudo está perfeitamente conservado como na época e todos os dias muitas pessoas de todos os lugares do mundo vem aqui visitar sua casa e conhecer o modo como ele vivia...
A tarde rumei para Springfiel, passando pelo estado do Arkansas e entrando no Missouri... quase 700 km pela frente...
Peguei a I-40 para o oeste em direção a Memphis pois achei interessante passar lá a conhecer Graceland, a mansão de Elvis Presley.
Existe muita exploração comercial no local... paga para entrar, paga para tirar foto, etc....mas coisa que achei bacana é que após 34 anos de sua morte, tudo está perfeitamente conservado como na época e todos os dias muitas pessoas de todos os lugares do mundo vem aqui visitar sua casa e conhecer o modo como ele vivia...
A tarde rumei para Springfiel, passando pelo estado do Arkansas e entrando no Missouri... quase 700 km pela frente...
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O Plano B
Amanheceu a segunda-feira e a temperatura estava por volta de 6 graus e uma garoa fina continuava a cair fazendo a sensação de frio aumentar. Fui devolver a Honda e me despedi dela com pesar... pois foram 1300 milhas ...mais de 2000 km... quatro estados americanos e algumas boas estórias vividas com essa fantástica motocicleta... vou sentir saudades dela no Brasil com certeza...
Originalmente o plano era alugar uma Harley aqui em Nashville e seguir com destino a Memphis e ao Missouri para entrar na rota 66, mas com esse frio ... andar de moto sozinho a 8000 km de casa não parece ser sensato... então comecei a pesquisar na internet o que poderia alugar gastando o mesmo valor que gastaria com a Harley...mas tinha que ser algo com o mesmo espírito... então pensei num 'muscle car' algo que fosse como uma Harley de 4 rodas... um Mustang ou um Camaro seriam então a opção mais adequada...
Acertei tudo pela internet mesmo, aliás e impressionante como os americanos são práticos .... com um telefone e internet voce pode fazer qquer coisa sem sair de casa...
Ao meio dia fui ao aeroporto buscar o carro e saí em direção a Memphis e próximo de Jackson, uns 200 km depois começou a nevar...achei melhor parar e ficar aqui por hoje, pois a estrada apesar de excelente, estava ficando lisa demais...
Originalmente o plano era alugar uma Harley aqui em Nashville e seguir com destino a Memphis e ao Missouri para entrar na rota 66, mas com esse frio ... andar de moto sozinho a 8000 km de casa não parece ser sensato... então comecei a pesquisar na internet o que poderia alugar gastando o mesmo valor que gastaria com a Harley...mas tinha que ser algo com o mesmo espírito... então pensei num 'muscle car' algo que fosse como uma Harley de 4 rodas... um Mustang ou um Camaro seriam então a opção mais adequada...
Acertei tudo pela internet mesmo, aliás e impressionante como os americanos são práticos .... com um telefone e internet voce pode fazer qquer coisa sem sair de casa...
Ao meio dia fui ao aeroporto buscar o carro e saí em direção a Memphis e próximo de Jackson, uns 200 km depois começou a nevar...achei melhor parar e ficar aqui por hoje, pois a estrada apesar de excelente, estava ficando lisa demais...
domingo, 27 de novembro de 2011
Nashville a cidade da música
O próximo passo agora é rumar para Memphis e depois para Springfield, que já é parte da rota 66, então logo pela manha, fui até a Honda de Cool Springs que fica em Franklin nos arredores da cidade, para verificar as condições para permanecer com a ST 1300 por mais uma semana, mas o preço pedido nao compensava, então combinei com eles que a devolveria na segunda-feira, como contratado. Passe na Harley Davidson que fica bem próximo e fui verificar as condições para locação de uma HD Ultra. O pessoal foi muito atencioso e ficou entusiasmado em locar a moto, mas avisaram que as condiçoes climáticas não eram das melhores pois as previsões previam até neve no estado do Tennessee e Missouri. Em todo caso disseram que poderia pegar a moto a partir de segunda-feira após devolver a Honda. Diante disso passei o domingo aqui mesmo na cidade, sendo que não dava para andar de moto pois choveu o dia todo e a temperatura caiu bastante. Na noite de sábado foi conhecer o centro da cidade, que é famosa por ser a capital da música country americana, e fiquei impressionado com a agitação noturna da ciade. Existe musica ao vivo em todos os bares, musica para todos os gostos, rock, jazz, blues, country, soul music... muita vibração e muita gente nas ruas. Alguns artistas independentes montam seus equipamentos nas calçadas e tocam para as pessoas em troca de alguns dólares... Aproveitei e fui conhecer o Bar do BB King que fica na 2nd street. Blues de primeira e não é tão caro mas fica lotado.
Realmente, Nashville respira música.
Amanhã, devido às previsões climáticas nada animadoras, estou pensando em trocar a moto por um carro e fazer o restante do caminho de janelinhas fechadas....
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Sweet Home Alabama
De manha sai da Georgia entrando no Alabama por Dotham, e o objetivo era chegar a Nashville que ainda estava a 430 milhas ao norte.
Dá pra perceber que quano mais se ruma para o norte, mais a temperatura cai até que cheguei no Tennessee com 9 graus.
Dá pra perceber que quano mais se ruma para o norte, mais a temperatura cai até que cheguei no Tennessee com 9 graus.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Saindo da Flórida
Pela manhã, deixei Daytona Beach em direção ao Tenessee, mas resolvi que ao invés de fazer o caminho mais curto passando por Atlanta na Geórgia, sairia da Flórida por um caminho mais a oeste, e teria a oportunidade de passar pelo Alabama e Mississipi antes de chegar ao Tennessee, isso acabou aumentando o percurso em umas 90 milhas, mas quem está na chuva é pra se molhar...
Tudo indica que esqueci da moto... e realmente exceto pelas esticadinhas na estrada, a Honda ST 1300 se faz esquecer, tamanha a sua eficiência. O ajuste elétrico da bolha da carenagem é um barato...chegou numa zona urbana, voce a abaixa e a moto fica parecendo uma esportiva.... pegou a estrada e o vento começou a incomodar...? é só apertar o botaozinho...ela sobe e ...voi-lá... acabou o vento... o motor V4 tem um torque descomunal e o velocimetro marca 260... o que não testei por motivos óbvios... já que o patrulhamento aqui é constante, mas acredito que ela passa fácil dos 240... na estrada todo mundo anda a 75/80 milhas, o que dá uns 135 km/h... apesar do limite ser 65... nessa velocidade o consumo da ST 1300 tem ficado entre 17 e 19 km/l... nada mal...
Nessa tocada, cheguei em Bainbridge, já no estado da Geórgia... após rodar 470 km... e de cara já da pra perceber que aqui tem algumas diferenças da Flórida, começando pelo jeito de falar das pessoas... tudo começa com 'hey man...' e termina com 'yeah man...' um barato...
Tudo indica que esqueci da moto... e realmente exceto pelas esticadinhas na estrada, a Honda ST 1300 se faz esquecer, tamanha a sua eficiência. O ajuste elétrico da bolha da carenagem é um barato...chegou numa zona urbana, voce a abaixa e a moto fica parecendo uma esportiva.... pegou a estrada e o vento começou a incomodar...? é só apertar o botaozinho...ela sobe e ...voi-lá... acabou o vento... o motor V4 tem um torque descomunal e o velocimetro marca 260... o que não testei por motivos óbvios... já que o patrulhamento aqui é constante, mas acredito que ela passa fácil dos 240... na estrada todo mundo anda a 75/80 milhas, o que dá uns 135 km/h... apesar do limite ser 65... nessa velocidade o consumo da ST 1300 tem ficado entre 17 e 19 km/l... nada mal...
Nessa tocada, cheguei em Bainbridge, já no estado da Geórgia... após rodar 470 km... e de cara já da pra perceber que aqui tem algumas diferenças da Flórida, começando pelo jeito de falar das pessoas... tudo começa com 'hey man...' e termina com 'yeah man...' um barato...
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Dia de Turista
Hoje foi dia de turista, fui conhecer o Centro espacial Kennedy em Cabo Canaveral, e fiquei boa parte do dia lá...o lugar é bacana, mas a taxa de US$ 43 para entrar é um pouco cara pelo que oferece.
Cheguei a noitinha em Daytona Beach, uma cidade muito legal... acho que por ter uma longa tradição com as corridas americanas, tem um monte de carros legais andando pelas ruas... varios hot-rods e carros classicos que parece que sairam da loja. Na rua a beira da praia existem muitos barzinhos com muitas Harleys paradas na porta e o pessoal anda sem capacete...achei estranho porque pela legislação da Flórida ele é obrigatório.
Cheguei a noitinha em Daytona Beach, uma cidade muito legal... acho que por ter uma longa tradição com as corridas americanas, tem um monte de carros legais andando pelas ruas... varios hot-rods e carros classicos que parece que sairam da loja. Na rua a beira da praia existem muitos barzinhos com muitas Harleys paradas na porta e o pessoal anda sem capacete...achei estranho porque pela legislação da Flórida ele é obrigatório.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Infinita Hyghway
Hoje saí as 10:00 da manhã de Miami, porque fiquei assistindo as previsões do tempo para saber pra onde ia.
Se a coisa estivesse feia para o norte, decidi que iria para o oeste, mas as previsões disseram que o tempo estaria limpo em toda a Flórida... então pé na estrada para Daytona Beach.
Quinta-feira próxima é feriado aqui... "dia de ação de graças" e os americanos estão se preparando para viajar...
Resolvi subir pela 1A que beira o litoral, passando por Boca Raton, Palm Springs e Palm Beach. A partir daí, saí para a I-95 que é uma Hyghway, como eles chamam. A paisagem é muito bonita e acabei parando muito para admirá-la. Resultado: só rodei hoje 200 milhas, o que dá uns 320 km.... muito pouco ...
Acabei tambem ficando mais de uma hora batendo papo com um casal de americanos, que encontrei numa das tais "lodge areas" onde é permitido parar para descansar a beira da estrada. Contei sobre minha viagem e disse a eles que seu país é muito bonito... a simpática senhora me olhou e disse: "Verdade .... mas muitos de nós americanos não fazemos uma viagem dessa para aproveitar... " convidei-os a conhecer o Brasil... e falei que poderiam fazê-lo de moto... todos caímos na gargalhada.... pois eles devem estar por volta de 60 anos...
Achei um hotel em Cocoa Beach e amanhã acho que vou aproveitar para conhecer o Kennedy Space Center que fica aqui perto...
Se a coisa estivesse feia para o norte, decidi que iria para o oeste, mas as previsões disseram que o tempo estaria limpo em toda a Flórida... então pé na estrada para Daytona Beach.
Quinta-feira próxima é feriado aqui... "dia de ação de graças" e os americanos estão se preparando para viajar...
Resolvi subir pela 1A que beira o litoral, passando por Boca Raton, Palm Springs e Palm Beach. A partir daí, saí para a I-95 que é uma Hyghway, como eles chamam. A paisagem é muito bonita e acabei parando muito para admirá-la. Resultado: só rodei hoje 200 milhas, o que dá uns 320 km.... muito pouco ...
Acabei tambem ficando mais de uma hora batendo papo com um casal de americanos, que encontrei numa das tais "lodge areas" onde é permitido parar para descansar a beira da estrada. Contei sobre minha viagem e disse a eles que seu país é muito bonito... a simpática senhora me olhou e disse: "Verdade .... mas muitos de nós americanos não fazemos uma viagem dessa para aproveitar... " convidei-os a conhecer o Brasil... e falei que poderiam fazê-lo de moto... todos caímos na gargalhada.... pois eles devem estar por volta de 60 anos...
Achei um hotel em Cocoa Beach e amanhã acho que vou aproveitar para conhecer o Kennedy Space Center que fica aqui perto...
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Na Terra do Tio Sam
Ontem cheguei em Miami pontualmente 18:25hs, fui para o hotel dormir. Tempo abafado e o tal do Wheather Channel so fala em Tornado... cruz credo!!
Hoje fui na Eagle Rider buscar a moto. Uma Honda ST 1300 PanEuropean.... baita motão... motorzao V4, toda futurista.... parece uma nave espacial ...
Equipamentos comprados e agora tudo pronto para cair na estrada...
Hoje fui na Eagle Rider buscar a moto. Uma Honda ST 1300 PanEuropean.... baita motão... motorzao V4, toda futurista.... parece uma nave espacial ...
Equipamentos comprados e agora tudo pronto para cair na estrada...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
União da Vitória a Campinas
No último dia a chuva resolveu nos acompanhar, como fez no dia anterior. Nada de anormal, porque viagem de moto sem chuva não é viagem de moto...
Cruzamos Curitiba e pegamos a Regis Bittencourt andando mais devagar, apesar da ansiedade, pois os pneus já estavam bastante gastos e uma derrapada a essa altura do campeonato não seria nada legal.
Em São Paulo, quase no trevo de acesso ao Rodoanel estava tudo parado por causa de um alagamento na rodovia. Não tivemos dúvida, enfiamos as motos entre os carros e passamos pela água. Afinal depois de enfrentar tantas adversidades em terras tão distantes, não seria uma poça dágua que iria nos deter...rsrs...Chegamos finalmente em Campinas as 20 horas, molhados mas felizes e com uma sensação muito boa de realização.
Neste dia rodamos 713 km que se somaram aos 14.434 km totais da viagem.
Na próxima postagem colocaremos mais alguns dados sobre a viagem e algumas informações, que julgamos úteis, para quem pretende fazer este tipo de loucura algum dia.
Cruzamos Curitiba e pegamos a Regis Bittencourt andando mais devagar, apesar da ansiedade, pois os pneus já estavam bastante gastos e uma derrapada a essa altura do campeonato não seria nada legal.
Em São Paulo, quase no trevo de acesso ao Rodoanel estava tudo parado por causa de um alagamento na rodovia. Não tivemos dúvida, enfiamos as motos entre os carros e passamos pela água. Afinal depois de enfrentar tantas adversidades em terras tão distantes, não seria uma poça dágua que iria nos deter...rsrs...Chegamos finalmente em Campinas as 20 horas, molhados mas felizes e com uma sensação muito boa de realização.
Neste dia rodamos 713 km que se somaram aos 14.434 km totais da viagem.
A saída em 13/11/10
A chegada 13/12/10
O pneu traseiro, após quase 15 mil km
Na próxima postagem colocaremos mais alguns dados sobre a viagem e algumas informações, que julgamos úteis, para quem pretende fazer este tipo de loucura algum dia.
Uruguaiana a União da Vitória
Saímos cedo, pois a vontade de chegar em casa após um mês na estrada já é grande e nem a chuva nos desanimou.
E até que ela tentou, porque assim que pegamos a estrada começou a chover de balde. Com as motos voltando a usar a nossa conhecida gasolina brasileira, o consumo voltou ao normal, passando para 15-16 km/l.
Mesmo sob chuva forte, o visuial da serra gaúcha é m,uito legal e assim chegamos a União da Vítória, no Paraná, após rodarmos 880 km.
E até que ela tentou, porque assim que pegamos a estrada começou a chover de balde. Com as motos voltando a usar a nossa conhecida gasolina brasileira, o consumo voltou ao normal, passando para 15-16 km/l.
Mesmo sob chuva forte, o visuial da serra gaúcha é m,uito legal e assim chegamos a União da Vítória, no Paraná, após rodarmos 880 km.
The long way home
Uruguaiana
Neste dia, logo cedo, o pessoal do motoclube Desgarrados da Fronteira, levou a moto do Guima para a caso do Renato, um dos integrantes, que já andou por toda a América do Sul de moto. Lá trocaram a relação e consertaram o pneu.
Aproveito aqui para deixar um grande abraço a eles e agradecer mais uma vez a ajuda providencial que nos deram.
Como estava chovendo muito resolvemos ficar mais um dia por aqui e aproveitamos para almoçarmos todos juntos e conhecer a cidade.
Aproveito aqui para deixar um grande abraço a eles e agradecer mais uma vez a ajuda providencial que nos deram.
Como estava chovendo muito resolvemos ficar mais um dia por aqui e aproveitamos para almoçarmos todos juntos e conhecer a cidade.
Casilda a Uruguaiana
30o. dia - 10-12-10 - sexta-feira
Saímos de Casilda, bem pertinho de Rosário e rumamos para o Brasil, onde entraríamos por Uruguaiana, passando pela província de Entre Rios. Chegamos a Paso de Los Libres que á última cidade da Argentina, não sem antes pegarmos uma chuva torrencial perto de San Jaime a uns 150 km da fronteira. Se o vento forte já é ruim para andar de moto, imagine com chuva forte. Não há roupa de cordura ou capa que dê jeito. Até o microfone do intercomunicador encharcou.
Chegamos à fronteira já a noite e com chuva e ao passarmos pela aduana, notamos que o pneu traseiro do Guima estava furado. Tentamos um conserto com Tyre Pando, mas não resolveu totalmente. Atravessamos a ponte desse jeito mesmo, ao entrarmos em Uruguaiana e pararmos no primeiro semáforo, encontramos o pessoal do motogrupo Desgarrados da Fronteira. Mais uma vez a sorte nos acompanhava. O pessoal não só nos recebeu muito bem, como ainda nos ajudou a encontrar Hotel e no dia seguinte se encarregou de consertar o pneu e trocar a relação da moto do Guima que agora já estava nas últimas e não dava mais para seguir viagem. Estavamos loucos por um descanso, pois o dia foi cansativo com a forte chuva e vento.
Neste dia rodamos 630 km.
Saímos de Casilda, bem pertinho de Rosário e rumamos para o Brasil, onde entraríamos por Uruguaiana, passando pela província de Entre Rios. Chegamos a Paso de Los Libres que á última cidade da Argentina, não sem antes pegarmos uma chuva torrencial perto de San Jaime a uns 150 km da fronteira. Se o vento forte já é ruim para andar de moto, imagine com chuva forte. Não há roupa de cordura ou capa que dê jeito. Até o microfone do intercomunicador encharcou.
Parados no posto esperando a Tormenta passar
Chegamos à fronteira já a noite e com chuva e ao passarmos pela aduana, notamos que o pneu traseiro do Guima estava furado. Tentamos um conserto com Tyre Pando, mas não resolveu totalmente. Atravessamos a ponte desse jeito mesmo, ao entrarmos em Uruguaiana e pararmos no primeiro semáforo, encontramos o pessoal do motogrupo Desgarrados da Fronteira. Mais uma vez a sorte nos acompanhava. O pessoal não só nos recebeu muito bem, como ainda nos ajudou a encontrar Hotel e no dia seguinte se encarregou de consertar o pneu e trocar a relação da moto do Guima que agora já estava nas últimas e não dava mais para seguir viagem. Estavamos loucos por um descanso, pois o dia foi cansativo com a forte chuva e vento.
Neste dia rodamos 630 km.
Os Desgarrados da Fronteira
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Mendoza a Rosário
29o.dia - 09-12-10 - Quinta-feira
Saímos cedo de Mendoza para chegar a Rosário, província de Santa Fé a uns 870 km de distância. O tempo já começa a ficar curto e traçaríamos uma rota para a volta ao Brasil que fosse mais curta, passando por San Luís, Rosário e entrando no Brasil por Uruguaiana. A relação da moto do Guima já apresenta sinais de desgaste e começou dar uns estalos. O penu traseiro das duas motos já está bem desgastado também, mas cremos que ainda dê para chegar em casa ou pelo menos no território brasileiro.
Uma coisa que havíamos percebido é que chegar à tardezinha ou à noite para procurar hotel em cidades maiores, não é uma boa pois perde-se muito tempo com o trânsito que pode estar meio complicado, por isso decidimos para em Casilda, uma cidade bem menor que fica a uns 30 km de Rosário. Então com a ajuda do GPS, procuramos o hotel e fica mais fácil encontrá-lo na cidade.
Rosário é conhecida por sua produção de vinhos de ótima qualidade e é interessante notar a beleza das plantações de uva próximas à cidade, que são de uma simetria de causar inveja a qualquer engenheiro.
Consequencia disso é que vinho por aqui é mais barato que água mineral....rsrs...
Amanhã Se Deus quiser estamos no Brasil.
Saímos cedo de Mendoza para chegar a Rosário, província de Santa Fé a uns 870 km de distância. O tempo já começa a ficar curto e traçaríamos uma rota para a volta ao Brasil que fosse mais curta, passando por San Luís, Rosário e entrando no Brasil por Uruguaiana. A relação da moto do Guima já apresenta sinais de desgaste e começou dar uns estalos. O penu traseiro das duas motos já está bem desgastado também, mas cremos que ainda dê para chegar em casa ou pelo menos no território brasileiro.
Uma coisa que havíamos percebido é que chegar à tardezinha ou à noite para procurar hotel em cidades maiores, não é uma boa pois perde-se muito tempo com o trânsito que pode estar meio complicado, por isso decidimos para em Casilda, uma cidade bem menor que fica a uns 30 km de Rosário. Então com a ajuda do GPS, procuramos o hotel e fica mais fácil encontrá-lo na cidade.
Rosário é conhecida por sua produção de vinhos de ótima qualidade e é interessante notar a beleza das plantações de uva próximas à cidade, que são de uma simetria de causar inveja a qualquer engenheiro.
Consequencia disso é que vinho por aqui é mais barato que água mineral....rsrs...
Amanhã Se Deus quiser estamos no Brasil.
Ponte em Rosário para acesso à província de entre Rios
Um dos muitos postos Petrobras em território argentino
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Cristo Redentor e Caracoles
28o.dia - 08-12-10 - Quarta-feira
Hoje é o dia que se inicia a volta para casa. Saindo de Santiago a meta é cruzar a cordilheira dos andes passando pelo tunel do Cristo Redentor, Paso del Inca e chegar a Mendoza, novamente na Argentina. E como é feriado por aqui o trânsito estava tranquilo. Logo que pegamos a Panamericana em direção ao norte encontramos uns chilenos parados no acostamento com umas Yamahas FJR 1300, sendo que uma delas estava com o pneu furado. Paramos para ajudar e o Guima emprestou o spray reparador (Tyre Pando), para os caras e o problema foi resolvido. conversamos um pouco sobre viagem e nos despedimos pois ainda teríamos que enfrentar de novo a aduana chilena.
Quando se chega a Los Andes, começa a subida da cordilheira e a paisagem começa a ficar muito diferente de tudo que conhecemos, parece outro planeta e quando voce olha para a altura do "morro" fica pensando: putz, por onde é que isso vai subir?
Mas sobe, e a estrada vai formando os "Caracoles" e em poucos quilometros estamos a 3300m de altura. Estranhamente os motores não reclamaram e não apresentaram falhas, que seriam até esperadas em função do pouco oxigênio. Quem reclamava era o organismo, pois para andar alguns metros e subir uns morrinhos para tirar fotos, já nos deixavam ofegantes, ainda mais com aquela roupa toda.
Passada a fronteira e entrando na Argentina de novo, paramos em Puente del Inca, um lugar intrigante, onde ainda existem as ruínas de um antigo hotel de luxo que foi levado por uma avalanche a uns 20 anos atrás. O pessoal aproveitou e transformou o lugar um ponto de parada de turistas. Tem até um bar de motociclistas, que fica tocando rock´n roll o tempo todo e é parada obrigatória para as motos que passam.
Chegamos a Mendoza no final da tarde após rodar uns 300km e tirar zilhões de fotos, mas com certeza nenhuma delas, independente de qual equipamento se use, vai poder refletir um décimo da grandiosidade deste lugar.
Hoje é o dia que se inicia a volta para casa. Saindo de Santiago a meta é cruzar a cordilheira dos andes passando pelo tunel do Cristo Redentor, Paso del Inca e chegar a Mendoza, novamente na Argentina. E como é feriado por aqui o trânsito estava tranquilo. Logo que pegamos a Panamericana em direção ao norte encontramos uns chilenos parados no acostamento com umas Yamahas FJR 1300, sendo que uma delas estava com o pneu furado. Paramos para ajudar e o Guima emprestou o spray reparador (Tyre Pando), para os caras e o problema foi resolvido. conversamos um pouco sobre viagem e nos despedimos pois ainda teríamos que enfrentar de novo a aduana chilena.
Quando se chega a Los Andes, começa a subida da cordilheira e a paisagem começa a ficar muito diferente de tudo que conhecemos, parece outro planeta e quando voce olha para a altura do "morro" fica pensando: putz, por onde é que isso vai subir?
Mas sobe, e a estrada vai formando os "Caracoles" e em poucos quilometros estamos a 3300m de altura. Estranhamente os motores não reclamaram e não apresentaram falhas, que seriam até esperadas em função do pouco oxigênio. Quem reclamava era o organismo, pois para andar alguns metros e subir uns morrinhos para tirar fotos, já nos deixavam ofegantes, ainda mais com aquela roupa toda.
Passada a fronteira e entrando na Argentina de novo, paramos em Puente del Inca, um lugar intrigante, onde ainda existem as ruínas de um antigo hotel de luxo que foi levado por uma avalanche a uns 20 anos atrás. O pessoal aproveitou e transformou o lugar um ponto de parada de turistas. Tem até um bar de motociclistas, que fica tocando rock´n roll o tempo todo e é parada obrigatória para as motos que passam.
Chegamos a Mendoza no final da tarde após rodar uns 300km e tirar zilhões de fotos, mas com certeza nenhuma delas, independente de qual equipamento se use, vai poder refletir um décimo da grandiosidade deste lugar.
Los Caracoles
Guima
No meio deste túnel está a divisa ente países
Aquele "morrinho" branco ao fundo é o Aconcágua, 6960m de altitude.
Ruínas do hotel levado pela avalanche em Puente del Inca
Os túneis anti deslizamento
Valparaíso e Viñas del Mar
27o. dia - 07-12-10 - terça-feira
Resolvemos dar uma volta pelos arredores e conhecer Valparaíso, a uns 80 km onde fica o principal porto do Chile e Viñas del Mar, que é um Balneário que fica ao lado.
Na estrada havia uma enorme quantidade de peregrinos que iam até o santuário de Lo Vásquez, à beira da estrada.
Parece que o dia 08/12 é feriado por aqui, pois a quantidade de gente ao longo da rodovia era impressionante.
Chegamos em Valparaíso e fomos molhar o pé no Oceano Pácífico, que era uma das metas da viagem.
Vinãs del Mar fica ao lado e deve ser onde o pessoal da grana de Santiago vem passar as férias.
Aproveitamos para conhecer a casa do poeta Pablo Neruda e Andar nos "Ascensores", que eram o meio de transporte usados para levar os moradores à parte alta da cidade.
Resolvemos dar uma volta pelos arredores e conhecer Valparaíso, a uns 80 km onde fica o principal porto do Chile e Viñas del Mar, que é um Balneário que fica ao lado.
Na estrada havia uma enorme quantidade de peregrinos que iam até o santuário de Lo Vásquez, à beira da estrada.
Parece que o dia 08/12 é feriado por aqui, pois a quantidade de gente ao longo da rodovia era impressionante.
Chegamos em Valparaíso e fomos molhar o pé no Oceano Pácífico, que era uma das metas da viagem.
Vinãs del Mar fica ao lado e deve ser onde o pessoal da grana de Santiago vem passar as férias.
Aproveitamos para conhecer a casa do poeta Pablo Neruda e Andar nos "Ascensores", que eram o meio de transporte usados para levar os moradores à parte alta da cidade.
Os Peregrinos em Valparaíso
Viñas del Mar
O Pacífico é algo muito distante para quem vive num país de mais de 8000 km de costa Atlântica como o Brasil
No Chile tem a excelente Honda TransAlp que ninguém entende porque não é vendida em nosso país.
Assinar:
Postagens (Atom)




















