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"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. Amyr Klink.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

União da Vitória a Campinas

No último dia a chuva resolveu nos acompanhar, como fez no dia anterior. Nada de anormal, porque viagem de moto sem chuva não é viagem de moto...
Cruzamos Curitiba e pegamos a Regis Bittencourt andando mais devagar, apesar da ansiedade, pois os pneus já estavam bastante gastos e uma derrapada a essa altura do campeonato não seria nada legal.
Em São Paulo, quase no trevo de acesso ao Rodoanel estava tudo parado por causa de um alagamento na rodovia. Não tivemos dúvida, enfiamos as motos entre os carros e passamos pela água. Afinal depois de enfrentar tantas adversidades em terras tão distantes, não seria uma poça dágua que iria nos deter...rsrs...Chegamos finalmente em Campinas as 20 horas, molhados mas felizes e com uma sensação muito boa de realização.
Neste dia rodamos 713 km que se somaram aos 14.434 km totais da viagem.


A saída em 13/11/10
A chegada 13/12/10

O pneu traseiro, após quase 15 mil km

Na próxima postagem colocaremos mais alguns dados sobre a viagem e algumas informações, que julgamos úteis, para quem pretende fazer este tipo de loucura algum dia.

Uruguaiana a União da Vitória

Saímos cedo, pois a vontade de chegar em casa após um mês na estrada já é grande e nem a chuva nos desanimou.
E até que ela tentou, porque assim que pegamos a estrada começou a chover de balde. Com as motos voltando a usar a nossa conhecida gasolina brasileira, o consumo voltou ao normal, passando para 15-16 km/l.
Mesmo sob chuva forte, o visuial da serra gaúcha é m,uito legal e assim chegamos a União da Vítória, no Paraná, após rodarmos 880 km.

The long way home

Uruguaiana

Neste dia, logo cedo, o pessoal do motoclube Desgarrados da Fronteira, levou a moto do Guima para a caso do Renato, um dos integrantes, que já andou por toda a América do Sul de moto. Lá trocaram a relação e consertaram o pneu.
Aproveito aqui para deixar um grande abraço a eles e agradecer mais uma vez a ajuda providencial que nos deram.
Como estava chovendo muito resolvemos ficar mais um dia por aqui e aproveitamos para almoçarmos todos juntos e conhecer a cidade.

Casilda a Uruguaiana

30o. dia - 10-12-10 - sexta-feira

Saímos de Casilda, bem pertinho de Rosário e rumamos para o Brasil, onde entraríamos por Uruguaiana, passando pela província de Entre Rios. Chegamos a Paso de Los Libres que á última cidade da Argentina, não sem antes pegarmos uma chuva torrencial perto de San Jaime a uns 150 km da fronteira. Se o vento forte já é ruim para andar de moto, imagine com chuva forte. Não há roupa de cordura ou capa que dê jeito. Até o microfone do intercomunicador encharcou.

Parados no posto esperando a Tormenta passar

Chegamos à fronteira já a noite e com chuva e ao passarmos pela aduana, notamos que o pneu traseiro do Guima estava furado. Tentamos um conserto com Tyre Pando, mas não resolveu totalmente. Atravessamos a ponte desse jeito mesmo, ao entrarmos em Uruguaiana e pararmos no primeiro semáforo, encontramos o pessoal do motogrupo Desgarrados da Fronteira. Mais uma vez a sorte nos acompanhava. O pessoal não só nos recebeu muito bem, como ainda nos ajudou a encontrar Hotel e no dia seguinte se encarregou de consertar o pneu e trocar a relação da moto do Guima que agora já estava nas últimas e não dava mais para seguir viagem. Estavamos loucos por um descanso, pois o dia foi cansativo com a forte chuva e vento.
Neste dia rodamos 630 km.


Os Desgarrados da Fronteira

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Mendoza a Rosário

29o.dia - 09-12-10 - Quinta-feira

Saímos cedo de Mendoza para chegar a Rosário, província de Santa Fé a uns 870 km de distância. O tempo já começa a ficar curto e traçaríamos uma rota para a volta ao Brasil que fosse mais curta, passando por San Luís, Rosário e entrando no Brasil por Uruguaiana. A relação da moto do Guima já apresenta sinais de desgaste e começou dar uns estalos. O penu traseiro das duas motos já está bem desgastado também, mas cremos que ainda dê para chegar em casa ou pelo menos no território brasileiro.
Uma coisa que havíamos percebido é que chegar à tardezinha ou à noite para procurar hotel em cidades maiores, não é uma boa pois perde-se muito tempo com o trânsito que pode estar meio complicado, por isso decidimos para em Casilda, uma cidade bem menor que fica a uns 30 km de Rosário. Então com a ajuda do GPS, procuramos o hotel e fica mais fácil encontrá-lo na cidade.
Rosário é conhecida por sua produção de vinhos de ótima qualidade e é interessante notar a beleza das plantações de uva próximas à cidade, que são de uma simetria de causar inveja a qualquer engenheiro.
Consequencia disso é que vinho por aqui é mais barato que água mineral....rsrs...
Amanhã Se Deus quiser estamos no Brasil.


Ponte em Rosário para acesso à província de entre Rios

Um dos muitos postos Petrobras em território argentino

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cristo Redentor e Caracoles

28o.dia - 08-12-10 - Quarta-feira

Hoje é o dia que se inicia a volta para casa. Saindo de Santiago a meta é cruzar a cordilheira dos andes passando pelo tunel do Cristo Redentor, Paso del Inca e chegar a Mendoza, novamente na Argentina. E como é feriado por aqui o trânsito estava tranquilo. Logo que pegamos a Panamericana em direção ao norte encontramos uns chilenos parados no acostamento com umas Yamahas FJR 1300, sendo que uma delas estava com o pneu furado. Paramos para ajudar e o Guima emprestou o spray reparador (Tyre Pando), para os caras e o problema foi resolvido. conversamos um pouco sobre viagem e nos despedimos pois ainda teríamos que enfrentar de novo a aduana chilena.
Quando se chega a Los Andes, começa a subida da cordilheira e a paisagem começa a ficar muito diferente de tudo que conhecemos, parece outro planeta e quando voce olha para a altura do "morro" fica pensando: putz, por onde é que isso vai subir? 
Mas sobe, e a estrada vai formando os "Caracoles" e em poucos quilometros estamos a 3300m de altura. Estranhamente os motores não reclamaram e não apresentaram falhas, que seriam até esperadas em função do pouco oxigênio. Quem reclamava era o organismo, pois para andar alguns metros e subir uns morrinhos para tirar fotos, já nos deixavam ofegantes, ainda mais com aquela roupa toda.
Passada a fronteira e entrando na Argentina de novo, paramos em Puente del Inca, um lugar intrigante, onde ainda existem as ruínas de um antigo hotel de luxo que foi levado por uma avalanche a uns 20 anos atrás. O pessoal aproveitou e transformou o lugar um ponto de parada de turistas. Tem até um bar de motociclistas, que fica tocando rock´n roll o tempo todo e é parada obrigatória para as motos que passam.
Chegamos a Mendoza no final da tarde após rodar uns 300km e tirar zilhões de fotos, mas com certeza nenhuma delas, independente de qual equipamento se use, vai poder refletir um décimo da grandiosidade deste lugar.


 Los Caracoles

Guima

No meio deste túnel está a divisa ente países

Aquele "morrinho" branco ao fundo é o Aconcágua, 6960m de altitude.

Ruínas do hotel levado pela avalanche em Puente del Inca



Os túneis anti deslizamento

Valparaíso e Viñas del Mar

27o. dia - 07-12-10 - terça-feira

Resolvemos dar uma volta pelos arredores e conhecer Valparaíso, a uns 80 km onde fica o principal porto do Chile e Viñas del Mar, que é um Balneário que fica ao lado.
Na estrada havia uma enorme quantidade de peregrinos que iam até o santuário de Lo Vásquez, à beira da estrada.
Parece que o dia 08/12 é feriado por aqui, pois a quantidade de gente ao longo da rodovia era impressionante.

Chegamos em Valparaíso e fomos molhar o pé no Oceano Pácífico, que era uma das metas da viagem.
Vinãs del Mar fica ao lado e deve ser onde o pessoal da grana de Santiago vem passar as férias.
Aproveitamos para conhecer a casa do poeta Pablo Neruda e Andar nos "Ascensores", que eram o meio de transporte usados para levar os moradores à parte alta da cidade.




Os Peregrinos em Valparaíso

Viñas del Mar

O Pacífico é algo muito distante para quem vive num país de mais de 8000 km de costa Atlântica como o Brasil

No Chile tem a excelente Honda TransAlp que ninguém entende porque não é vendida em nosso país.

Subindo a Panamericana

26o. dia - 06-12-10 - Segunda-feira

Desde Osorno e até santiago do Chile é possível avistar da rodovia alguns vulcões do Chile, como o Osorno e o Villarica, que são imponentes, pena não termos tempo de ir até lá.
Chegamos em Santiago e fomos direto para o Caricato Bistrô, que é o bar do Edmo (Ximú), amigo do Guima do clube XT600 Brasil.
A região onde fica o bar, parece a Avenida Paulista, todo mundo engravatado, e nós lá... fantasiados de viajantes de moto...

Santiago

Subindo a Ruta Panamericana em direção a Santiago

 O Edmo do Clube XT e o seu Caricato Bistrô

Vila Angostura e Osorno


São Paulo - Ushuaia
De moto até o Fim do Mundo
Leia aqui nosso relato
 
 
 
Pra começo de Conversa
 
Uma viagem sempre se inicia por um sonho. Em 2008 após uma viagem a dois (Eu e Deus) pela Argentina, Chile, Uruguai e sul do Brasil totalizando 8700 Km sobre um XT-660 2006 (guerreira) tinha em mente outro projeto, que era ir para o Maranhão pelo litoral e retornar pelo interior, esta trip iria realizar (e vou um dia, porem teve que ser adiada) em 2011. Um colega de serviço me convidou, em meados de 2009, a realizarmos uma loucura, que era ir ao Fim do Mundo, ou seja, Ushuaia. Confesso que este convite me cegou, como disse no começo do parágrafo,...........um sonho. De lá para cá, foram muitas noites de insônia, mapas, internet, conversa com amigos que conheço e que não conheço do clube XT (http://www.xt600.com.br/) e de outras bandas também, que só tenho a agradecer.
O projeto inicial era de irmos em 05 motocas que se reduziu a 03 (um BMW GS 1200 adventure e 02 VStrom DL1000) e a distância se elevou de 11000 para 15000 Km.
Na minha visão, viagens de longa distância, outros países, outras culturas, tempo sobre uma moto, ali, naqueles momentos (com o capacete na cabeça) nos leva a refletir sobre a vida (é um momento só seu).
Na preparação deste, é recomendado encontrar “parceiros” sobre duas rodas, pois não é fácil, 30 dias de estrada convivendo com uma “família” nova, cada um com seus costumes, convicções, mas no final o que prevalece é o espírito de aventura, as etapas vencidas, as dificuldades superadas e o prazer de atingir o objetivo que no meu caso é não só chegar no destino mas andar de moto.

Uma frase: Uns fazem terapia.........outros andam de moto!
Guimarães - DL 1000 Vstrom
Novembro de 2010


1º. Dia 13-11-2010
Saímos às 07:00 , porem o horário programado era 05:30h. A foto oficial da saída foi na torre do castelo em Campinas.
Na rodovia BR-116, para variar pegamos um grande congestionamento, que tomou bastante tempo e acabou alterando o plano inicial, que era chegar em Caxias do Sul. Dormimos mesmo em Vacaria, onde chagamos às 20:20h. Após rodarmos 930 km. Os hotéis estavam lotados pois havia na cidade uma etapa do Gaúcho de enduro de Regularidade.
A média de consumo das V´strom foi 13-14 km/l, e a BMW 15,5.

Na saída fizemos uma foto junto com o pessoal da largada da prova.
25o. dia - 05-12-10 - Domingo

Saímos de Bariloche cruzando novamente a cordilheira, com destino à cidade de Osorno, sul do Chile, que é famosa pelo seu vulcão. No trajeto passamos por Vila Angostura, que é a cara de Campos do Jordão, toda florida e com umas praças muito bem cuidadas. 
Passamos pelo Paso Cardeal Antonio Samore, que fica no meio da cordilheira e como sempre a aduana chilena muito enrolada. Querem verificar toda a bagagem e tem cães farejadores para certificarem-se de que ninguém leva algum tipo de alimentos, frutas ou perecíveis.  
Esta estrada é show de bola: vai subindo e no ponto mais alto fica a divisa Argentina-Chile.
Durante todo o percurso existem locais sinalizados para se estacionar e colocar correntes nos pneus na época de inverno. Existem balizas ao longo da estrada com marcações 1m, 2m, 3m, para guiar os motoristas quando há muita neve.
Passamos por Osorno e paramos para abastecer e ja começou a confusão com o dinheiro chileno: para encher o tanque são 7000 pesos, um lanche tipo hot dog 1990 pesos, ou seja, tem que ter uns milhões de pesos na carteira...
Encontramos neste dia por várias vezes o pessoal de Goiânia que tinha tinha ido a Ushuaia e havia encontrado conosco em El Calafate.
Estavam com 3 BMW GS 800 e tinham subido direto de lá até Bariloche fazendo todo este percurso pelo rípio.



O pessoal de Goiânia

 Continuamos subindo a partir de Osorno pela Ruta Panamericana, que no sul do Chile é chamada Carretera Austral e chegamos a Los Angeles, uma cidade que sentiu os efeitos do terremoto que ocorreu em fevereiro deste ano.
Ainda podem ser vistos no centro da cidade os vestígios do estrago, como prédios destruídos e ruas com rachaduras.

A cidade paisagem

24o. dia - 04-12-10 - Sabado

Aproveitamos a parada em San Carlos de Bariloche que é nome oficial do lugar e fomos trocar o óleo das motos. Desta vez não caímos na besteira de levar am alguma oficina e trocamos nós mesmos. Com o uso da gasolina sem álcool o óleo ficava muito escuro rapidamente, dando a impressão que a mistura estava muito rica e a injeção eletrônica não conseguia ajustar.
Ficamos em um Hostel (Hosteria Del Sur) bem em frente a catedral, um lugar bacana e com preços em torno de 160 pesos a diária, uns 75 reais, fica bem no centro e da para andar a pé pelo centro. Outro passeio legal é alugar umas mountain bikes e fazer o que eles chamam de circuito chico, que é uma volta por uma estradinha que margeia o lago  Nahuel Huapi e o lago Perito Moreno e passa pelos pontos turísticos e locais mais bonitos da cidade. Por falta de tempo fizemos de moto mesmo, só para variar...

Fábrica de cerveja artesanal

É por isso que demora para atualizar o blog... rsrs..

Cerro campanário


Esse tal Perito Moreno parece que foi um espécie de bandeirante daqui. O cara desbravou toda a Patagônia e terra do Fogo, doou ao governo as terras que hoje compõem o parque nacional Nahuel Huapi junto a Bariloche, e hoje tem um monte de coisa que leva seu nome: Praças, Cidade, lago, ruas, etc... parece o Marechal Rondon...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Bariloche

23. dia 03-12-10 - sexta-feira

A estrada que chega a Bariloche passando por El Bolson e daquelas que todo mundo que anda de moto sonha: Paisagens que são um cartão postal a cada curva, muitas curvas, asfalto perfeito. É até perigoso, pois voce pode sair reto numa delas se ficar olhando a paisagem o tempo todo. Aí não tem jeito: tem que para para fotografar a toda hora. 

Em Bariloche, tivemos a satisfação de encontrar novamente o Gaspar de Botucatu, SP, que já havia retomado sua viagem a Ushuaia que havia sido interrompida 4 meses atrás por causa de uma queda no rípio.

Aqui a infraestrutura turística é muito boa e pode-se ver pessoas dos quatro cantos do mundo passeando pelas ruas.
Nisso realmente os argentinos são melhores que nós brasileiros: sabem explorar turisticamente as belezas de seu país e fazem isso de forma muito mais eficiente e profissional. A cidade tem uns tres ou quatro teleféricos que levas as pessoas aos mirantes para ver as paisagens e eles são todos impecáveis e parecem coisa de primeiro mundo.


Grupo de Cariocas que veio a Bariloche de Harley Davidson

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Subindo para Bariloche

22o. dia 02-12-10 - quinta-feira

De San Julían a Bariloche é preciso dar uma volta e passar por Comodoro Rivadávia e daí então sair da Ruta 3 novamente.
Neste dia o Edson Resolveu seguir direto para Buenos Aires e aproveitar para fazer a revisão da sua moto por lá.
Seguiríamos então em apenas duas motos para completar a etapa final da viagem, que seria pegar a ruta 40 até Bariloche, atravessar para a fronteira para o Chile cruzando a cordilheira e chegando a Osorno.
De Osorno subiríamos pela Panamericana até Santiago, onde vive atualmente o Ximu, um colega do Guima do clube XT que montou um bar-restaurante por lá. Chama-se Caricato Bar e ficou muito legal.
As motos estão indo muito bem, o conserto do Carter na Vstrom do Felix ficou bom e a do Guima parou de falhar após a troca das velas.
Os pneus traseiros já apresentam sinais de desgaste e talvez não agüentem até o final da viagem. O pessoal tem falado por aqui que em Mendoza tem esse pneu pra vender e é mais barato. Vamos ver.
O kit de relação (corrente , coroa e pinhão) ainda original de fábrica tem aguentado bastante, ainda mais se levarmos em consideração as condições de vento que tem enfrentado, pois mesmo recebendo lubrificação constante, praticamente a cada parada, a areia trazida pelo vento lateral gruda na corrente e junto com o óleo forma uma mistura muito abrasiva.
No final do dia chegamos a Gobernador Costa, após rodar 830 km e passar por uns trechos ainda desertos e com muito vento, onde o consumo chegou a abusivos 8,3 km/l.


Estrada da chegada a Bariloche pela Ruta 40


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Voltando pela Ruta 3 até San Julían

21o. dia 01-12-10 - quarta-feira

Saímos cedo de tres lagos, e nosso destino hoje é San Julían, pois pretendemos subir novamente pela ruta 3 até Comodoro Rivadávia e daí então, rumar para oeste e seguir para Bariloche pelo asfalto.
Pegamos vento forte para variar, e no final do dia passamos por um "Paradero" que pelo nosso mapa indicava haver combustível. Só que as bombas estavam cheias de poeira, e com um papel pregado: "Sin Nafta".... 
Beleza...! As alternativas eram voltar a Rio Gallegos, ou seguir até o próximo posto, mas a autonomia das Vstrom Não permitia fazer nem uma das duas coisas.
A BMW com seu tancão ainda tinha uns 10 litros e nessas horas fica ainda mais evidente a importância de um tanque de combustível de grande capacidade.
Mais um vez os nossos "primos que não conhecemos" estavam lá para ajudar:
Parados no mesmo posto, estavam quatro motociclistas, dois argentinos e dois americanos, que estavam na estrada ha um ano e meio. Os caras eram umas figuras, um dos gringos viajava com uma Suzuki S650GS, ano 87(!) que dentre os equipamentos continha desde machado até um carregador de baterias de celular e notebook, movido a energia solar.
Um dos argentinos tinha mais de 1,90 m e viajava numa Yamaha YBR 125 (!!), equipada com malas de alumínio iguais às da BMW do Edson... quando o cara sentava na moto, não tinha como não dar risada... parecia que estava montado numa mobilette.
Mas eram muito gente boa e conversamos bastante enquanto eles ligavam para seus contatos para conseguir gasolina. Deu certo porque logo apareceu um Caminhão e o motorista desceu dele com um galão de 20 litros de gasolina. 
Abastecemos e fomos para San Julían, após rodar 750 km.



O grupo de americanos e argentinos, que nos ajudaram a conseguir gasolina. Na primeira foto, a Suzuki 650 ano 87 que está dando a volta ao mundo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Glacial Perito Moreno

20o. dia  - 30-11-10 - terça-feira
Nesse dia acordamos dispostos, fomos ao Parque Nacional Los Glaciares; o valor da entrada é $ 75 pesos, mui viento, mui frio.... chegando lá deixamos as motos em um estacionamento e entramos em uma  van que faz o translado do estacionamento  até os glaciares,  logo que chegamos a vista do glacial é simplesmente  indescritível ... você por um instante fica sem ação e reação...


Mas logo na saída, houve um pequeno desencontro, o Edson saiu na nossa frente, mas não vimos, com isso fomos bem devagar esperando por ele,  depois de + ou – 30 minutos nos encontramos na entrada do parque.
Paramos no posto para abastecer e resolver para onde íamos... pois o plano era ir até El Chalten, mas como havia ficado tarde, não dava para ir mais,  resolvido o rumo... um lugar chamado três lagos.... consultamos no mapa e a distância era  uns 160km, chegando lá que decepção ... parecia cidade do velho oeste, um vendaval.... um frio... a “cidade” só tinha uma pousada e apenas um “comedor” onde só tinha trabalhadores da obra da ruta 40, quando chegamos lá, parecíamos alienígenas.

A "Guerreira" Vstrom, andando com temperaturas próximas de zero


sábado, 4 de dezembro de 2010

Dizem que a gasolina argentina é ótima... mas ...

19o. dia - 29-11-2010 - segunda-feira

O plano era ir logo cedo para conhecer o glacial Perito Moreno.  Mas a moto do Guima resolveu não colaborar e de manhã não pegava nem a pau. Desmonta daqui, checa dali e descobrimos que o problema era nas velas que estavam sofrendo  com a gasolina argentina, que não tem alcool e é de alta octanagem, por isso as motos funcionam com uma mistura aparentemente muito rica. Trocamos as velas e como estava ficando tarde resolvemos deixar o glacial para amanhã.


Longas retas na ruta 40 a caminho de Calafate

El Calafate e os Glaciares

18o. dia - 28-11-2010 - Domingo

Como Torres del Paine havia ficado para trás, decidimos partir para a etapa seguinte que era  El Calafate. Uma bela cidade, à beira do lago argentino e próxima à região dos glaciares.
A cidade vem crescendo como polo turístico e sendo descoberta pelos brasileiros que a cada ano vem para cá em maior número.
Há também excelentes restaurantes e bares, e com o equivalente a 30 reais pode-se comer muito bem por qui.

No caminho para El Calafate a paisagem começa a mudar e o vento a diminuir.

Rio Gallegos , onde o vento faz a curva...


17o. dia - 27-11-2010 - sábado


Estava um dia com muito vento em Rio Gallegos decidimos não andar de moto neste dia e  aproveitamos para limpar a corrente e conhecer um pouco mais a cidade.
Neste dia a quilometragem rodada foi zero.

Na Ruta 3 o vento faz as motos andarem de lado

Percorrendo a Tierra Del Fuego

16o. dia  - 26-11-2010 - sexta-feira

Hoje acordamos cedo para retornar a Cerro Sombrero e daí então seguir para Puerto Natales no Chile, que fica próximo do Parque de Torres Del Paine.
Saímos de Ushuaia pela manhã com a temperatura próxima de 8 graus, mas a sensação térmica era de bem menos que isso. À noite havia nevado e podíamos perceber isso porque o topo dos montes Martial e Olívia estavam bem mais branco.
Esses montes são aqueles que se pode ver ao fundo em todas as fotos da cidade de Ushuaia.
Após a fronteira da Argentina e do Chile existe aquele trecho de 110 km de rípio, que na ida não havia causado maiores problemas, entretanto com o vento forte a coisa fica mais complicada, pois o rípio e o vento fazem a frente das motos ficarem “passarinhando” e quando vem a rajada de vento, é muito fácil cair.
 Neste trecho um outro motociclista de Florianópolis nos acomanhava com uma Suzuki Freewind 650. Seu nome é Nelson, e estava voltando sozinho pois seu colega havia levado um tombo em Santiago e retornava para casa de avião.
Fomos até Cerro Sombrero, já no Chile e aproveitamos para abastecer no único posto da cidade.

Saímos de Cerro Sombrero para atravesar novamente o estreito de Magalhães. Chegamos tarde em Rio Gallegos.
O tempo para a volta ao Brasil estava ficando apertado e decidimos subir até Santiago no Chile deste modo não seria possível conhecer o parque de Torres del Paine.

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